Salto alto

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Você conhece a história do salto alto?

Que o salto alto é sinônimo de elegância e sensualidade todos sabem, o que ainda é pouco conhecido é a sua história. Hoje, ao se preparar para sair, seja para alguma ocasião especial ou não, o salto alto é indispensável, mas, quando surgiu, ele tinha uma finalidade diferente: a história revela que os saltos altos eram diretamente relacionados com a sexualidade e as posições sociais. Em peças teatrais na Grécia atores usavam plataformas de diferentes alturas para identificar a posição social do personagem. Odaliscas turcas eram obrigadas a usar sandálias altas, para que não pudessem fugir dos haréns em que viviam, e na Antiga Roma, as prostitutas eram identificadas pelos saltos que usavam.

Década após década, o salto alto começou a conquistar as mulheres e a moda na Europa teve início com os chopines italianos: sandálias com plataformas variando entre 15 e 42 cm de altura. Por ser associado com a sexualidade, no ano de 1430 esse sapato foi proibido em Veneza, mas nada pode impedir que uma tendência de moda tão forte só viesse a crescer!

Catarina de Médici, devido a sua baixa estatura, utilizou salto alto quando se casou com o Rei da França Henrique II, e, ao chegar em Paris, tinha em sua bagagem uma série de sapatos com salto produzidos por um artesão italiano. Assim, introduziu a moda dos saltos altos na aristocracia europeia.

Já no século XVII, o parlamento inglês decidiu que seriam punidas como feiticeiras todas as mulheres que usassem sapatos de salto alto para seduzir ou atrair homens ao casamento.

Entre altos e baixos, no século XIX o salto alto chegou nos Estados Unidos. Mas até então não existiam designers de sapatos, a criação e a confecção eram feitas pelos modestos sapateiros.

A primeira indústria calçadista parisiense foi fundada pelo inglês Charles Worth, em 1858, e Pinet, aprendiz de Worth que chegou em Paris em 1855, criou o salto que leva seu nome: o salto Pinet.

Após a Primeira Guerra Mundial, com o desenvolvimento da economia, os calçados que entraram em cena eram pontudos e com saltos altos! Havia uma verdadeira profusão de cores e os saltos eram até mesmo utilizados para dançar.

Já a partir da Segunda Guerra Mundial, os saltos passaram por uma fase de verdadeiro desprezo devido ao racionamento do couro. Assim, o designer italiano Salvatore Ferragamo encontrou a solução ao desenvolver um modelo de calçado com salto anabela em cortiça que se tornou moda, fazendo com que muitos estilistas copiassem o modelo.

Buscando solucionar o problema da baixa resistência dos saltos, vários designers projetaram saltos com um pino de aço revestidos com material plástico. Aperfeiçoando a ideia, Roger Vivier, que trabalhava para Christian Dior, deixou o salto com um formato de vírgula e recebeu todo o crédito pela invenção do salto stiletto.

Em 1950, o salto alto passou a ser símbolo de sex appeal, e as estrelas hollywoodianas elegeram Salvatore Ferragamo como o designer de calçados preferido.

Já popularizado e longe do preconceito, nos anos 60 os materiais sintéticos nos sapatos invadiram a moda das ruas, devido ao alto preço do couro. Os anos 70 foram do salto plataforma, muitos deles com design psicodélico.

O salto stiletto se firmou nos anos 80, quando mulheres executivas o adotaram como complemento fiel ao seu vestuário, projetando uma imagem de eficiência, autoridade e poder.

A partir daí, a tecnologia tem acrescentado novas opções de materiais e nos fornecendo uma grande variedade de modelos, cores e tamanhos de salto.

O salto alto simboliza glamour, elegância, feminilidade… e com certeza continuará fazendo muito sucesso na história da moda, afinal, existe sensação melhor do que o poder de subir no salto?

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